quarta-feira, 15 de maio de 2013

Lost mudou minha vida

A falta de sono me inspira... rs


UM ACIDENTE AÉREO, VÁRIOS PASSAGEIROS, ALGUNS DELES SOBREVIVEM A QUEDA DO AVIÃO. ELES ESTÃO SÓS, LUTANDO PELA SOBREVIVÊNCIA, PERDIDOS EM UMA ILHA.


Cada pessoa estava naquele avião por um motivo, um médico foi reconhecer o corpo do pai que morreu em um acidente, a outra estava sendo escoltada pela polícia por vários crimes que cometeu, um estava sendo deportado por causar transtorno, um estava trazendo a irmã que era espancada pelo ex marido, um pai estava com seu filho que mal conhecia e aquela viagem era para trazê-lo para morar com ele, um casal de idosos estavam voltando de um curandeiro para sua mulher que estava com câncer mas estavam sem esperança, um torturador árabe estava no vôo para reencontrar no destino da viagem o amor de sua vida, um casal de coreanos que estavam com o relacionamento abalado também estava nessa viagem, uma mãe solteira e grávida de oito meses estava indo para entregar seu filho à adoção, um senhor cadeirante que tentou participar de uma corrida de aventura e não conseguiu estava voltando frustrado de volta para sua casa e seu mundo solitário, uma problemática estrela do rock viciado em heroína/cocaína também estava naquele vôo, um milionário obeso e ganhador do maior prêmio da Loteria era um dos passageiros. 


PESSOAS TOTALMENTE DIFERENTES QUE SE NÃO FOSSE AQUELE ACIDENTE JAMAIS TERIAM SE CONHECIDO. PESSOAS PERDIDAS FISICAMENTE (NA ILHA) E EM SUAS ESSÊNCIAS.

E acho isso meio metáfora da vida... Alguns anos atrás tive a honra de entrar para a Polícia de São Paulo, fiz a Academia e lá convivi 1 anos com as mesmas pessoas. Cada um com uma história, com seus conflitos. E se não fosse o destino nos colocarem naquela época, naquele ano provavelmente a gente jamais se cruzariam pois somos perfis muito diferentes. Graças aquele acontecimento vivemos 365 dias comendo, dormindo, se divertindo, brigando, superando desafios. Tudo junto. Apesar de sermos totalmente diferentes a gente se respeitava e cuidava um do outro, igual os sobreviventes de Lost. 

Independente o que cada um havia feito antes de entrar naquele avião, ali não importava, ali eram todos sobreviventes, precisavam viver juntos. Independente das crenças religiosas, da idade, da classe social (haviam os mais ricos e os mais pobres), dos mais tímidos e os mais exagerados, os mais tristes e os mais alegres. Naqueles 365 dias eramos uma família, cuidávamos uns dos outros.

Após a Academia cada um seguiu seu rumo, sua vida...
Uns passaram em outro concurso públicos muito melhor e estão super bem de vida, outro surtou e se matou com um tiro na testa, um morreu em um acidente de moto, em ficou paraplégico após um acidente, um foi morto em Maio de 2006 na época dos atentados do Crime Organizado, vários se casaram, vários tiveram seus filhos, um saiu para virar pastor e pregar o evangelho, um virou advogado. 
Um deles vive vários conflitos existências e com sua sexualidade. Está chegando aos 30 anos em breve e conquistou vários bens materiais, mas não conquistou o que mais queria: uma família (Jin e Sun), um filho(Kate), a paz(Sayid), uma auto estima descente(Charlie). Mas ele continua na luta, pois ele é um sobrevivente e ele sabe que o segredo de ser feliz é nunca desistir (Jack) de procurar a felicidade (Locke).

Ele também sabe que o passado deve ficar no passado, mas se ele pudesse voltar ao tempo ele voltaria. Justamente ao ano que entrou na Academia para tentar ajudar seus amigos a não cometerem os mesmos erros que cometeram, e claro, para também não comer as mesmas burrices e até a mesma inércia. Podemos estar perdidos na ilha mas não em nós mesmos.

Recomendo os dois vídeos abaixo:
1º LOST - That's What Friends Are For
2º LOST - Deus vem me socorrer


Preciso voltar a ter fé em mim

O que eu sempre tive um pouco de preocupação aconteceu em minha vida. Não sei se é depressão ou o que é, mas tenho vivido por viver... 

Casa, trabalho, casa, trabalho, casa...


Preciso voltar a ter motivação, preciso voltar a me cuidar, preciso voltar ter fé, preciso voltar a ter planos.


Preciso ter rotina, preciso parar de querer tanto e colocar algumas coisas em PRÁTICA. Preciso sair do automático.


Minha vida não tá ruim, tá ociosa. Ando sério com todo mundo, não triste, mas sério, sem alegria, semi-mal humorado. Não farei isso agora pois estou morrendo de sono, quero estar com a cabeça tranquila pra pensar nas prioridades da minha vida e traçar metas para chegar até ela.



domingo, 21 de abril de 2013

Família é Tudo

     Evito ao máximo me comparar com as pessoas para não sofrer mas não tem jeito... To com quase 30 anos e vejo a maioria esmagadora dos meus amigos e parentes casados, com filhos, com suas famílias.

     Meu irmão mais novo se amasiou com uma garota, é pai, tá feliz. Esse é o mesmo quadro que vejo na maioria dos homens da minha família. Acho bonito de verdade e torço para que sejam cada vez mais feliz. Mas eu gostaria MUITO que isso acontecesse em minha vida também. Depois de um dia de trabalho chegar em casa e ter uma esposa cheirosa me esperando e meu filho ou filhos querendo minha atenção. Alguns anos atrás eu tinha estômago para enganar a mim mesmo e a meninas com essa esperança. Hoje essa esperança já não é tão forte como era antes. (mas confesso que no fundo ainda existe).

     Não tenho nada contra mas não me vejo e não quero tendo o destino de vários gays conhecidos que vejo por ai... Vida estabilizada mas morando sozinho, ou então dividindo apartamento com amigos ou até mesmo com um companheiro. Não quero isso pra minha vida. Sou um kra família, moro com minha mãe e um tio (fora meus animais de estimação), mas gostaria de ter a minha família, os meus filhos. Vê-los crescerem, ver minha esposa feliz por eu ser um bom marido, por nossos filhos serem saudáveis. Só isso. Não quero ser rico, quero ser feliz, e pra eu ser feliz eu precisava disso.


     Desabafo meu... to meio triste hoje...




segunda-feira, 1 de abril de 2013

DRAUZIO VARELLA: HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUAL, HOMOSSEXUALISMO

     Acho o Dr. Drauzio Varella um excelente médico, consegue passar de maneira simples assuntos complexos. Passei a ser fã dele a partir do documentário Uma Questão de Peso que fala sobre os males da obesidade. Porém ele fez alguns artigos sobre homossexualidade, segue abaixo as partes mais interessantes (na minha opinião) desse excelente artigo:


A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.
Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural.
Se a homossexualidade fosse apenas perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de espécies de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.
Comportamento homossexual envolvendo fêmeas e machos foi documentado em pelo menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.
Masturbação mútua e penetração anal fazem parte do repertório sexual de todos os primatas não humanos já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela simples existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por capricho individual. Quer dizer, num belo dia pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas como sou sem vergonha prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.
A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.
Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais na vizinhança, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade.
Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser fascistas a ponto de pretender impor sua vontade aos que não pensam como eles.
Que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos?